terça-feira, 29 de janeiro de 2013

VIAJAR É PRECISO

Polêmica nº 17
Tema: Turismo internacional: transformação pessoal ou consumo desenfreado?

O turismo consiste numa infinidade de serviços utilizados para vivenciar novas experiências em lugares que despertam o interesse e que possibilitam desfrutar do lazer e do relaxamento. As facilidades encontradas para fechar pacotes de viagens fazem crescer demasiadamente o número de brasileiros que passam a conhecer outros lugares, sobretudo o exterior. Viajar é preciso. Refletir sobre a vida, sair da rotina e expandir a visão acerca do mundo leva ao crescimento como ser humano e enriquece a cultura.
Há quem diga que o crescimento excessivo do turismo internacional aumenta a tendência ao consumo desenfreado. Isso é verdade e todos nós já temos essa consciência. Mas turismo é aquilo que proporciona o bem-estar e depende dos interesses de cada um. O que se pode chamar de turismo comercial permite a aquisição de bens de consumo por um valor muito mais acessível, uma vez que no Brasil os tributos cobrados encarecem de forma exorbitante os produtos estrangeiros. Por mais que os viajantes valorizem o consumismo - graças às oportunidades de crédito -, o fato de simplesmente viajar amplia horizontes e é sinônimo de diversificação do repertório cultural. É difícil voltar o mesmo depois de conhecer outros lugares.
Com a tão proclamada ascensão da "classe c", a possibilidade de consumir certos produtos e serviços tem se ampliado consideravelmente e isso, obviamente, faz com que as pessoas possam usufruir, como bem entenderem, das maravilhas que uma viagem pode oportunizar. É preciso lembrar sempre que nada substitui a sensação de pisar em novas terras e experimentar o contato com pessoas que vivem num outro contexto histórico, percepções que nem mesmo o mais desejado bem de consumo pode proporcionar.


Caroline Fernandes Ribeiro


Próximo tema: Inveja, o mal secreto.

NOVO NEGÓCIO: VIRGINDADE

Polêmica nº16
Tema: Virgindade à venda

Ei, você ainda é virgem? Muitos jovens já passaram por questionamentos como esse e a abordagem sobre o tema vem causando discussões. A virgindade não é mais uma polêmica em potencial, porém o que é feito com ela pode gerar grande repercussão. Perdê-la antes ou depois do casamento pouco importa, a sociedade já naturalizou esse tipo de atitude. Mas, se pensar em vendê-la, cuidado! O conceito de virgindade é constituído socialmente e a comercialização do sexo e, sobretudo, da "primeira vez" ainda está atrelada à libertinagem.
Levando em consideração os valores morais constituídos ao longo do tempo, a geração de lucro através do corpo - sexo - ainda é abominada pelo povo. No entanto é preciso entender que o prazer é uma sensação de bem-estar subjetivo, pessoal e intransferível. Além disso, por questões biológicas e anatômicas, a primeira vez pode não ser prazerosa. Sentimentalismos à parte, não tem nada de tão especial num ato tão comum a todos os seres sexuados. Sendo assim, há quem busque, então, o prazer que o dinheiro - obtido com a venda da primeira vez - pode proporcionar.
O moralismo exagerado, que só atua quando convém, rotula as pessoas e intensifica o preconceito. As campanhas sociais, por exemplo, só aconselham o uso da camisinha. Nada é dito sobre quando, onde e por quê, justamente por ser uma decisão pessoal. Perde-se tempo tomando-se conta da vida alheia, o que acaba gerando discussões muitas vezes sem fundamentos relevantes e isso que é, de fato, lastimável.


Caroline Fernandes Ribeiro

Gente, sem dúvidas foi o tema mais polêmico até agora... Apesar de conseguir montar um texto razoável quanto a construção gramatical e ortográfica,  eu acabei fugindo do que eu realmente penso sobre a primeira vez. Ocorre que para escrever textos, sobretudo para concursos, muitas vezes somos levados a omitir certas opiniões, principalmente se sua argumentação for religiosa. Então, é isso aí!!!

quarta-feira, 9 de janeiro de 2013

RIR FAZ BEM MAS NEM SEMPRE É BOM

Polêmica nº 15
Tema: Os limites do riso

A risada pode ser uma maneira eficaz de amenizar uma situação desagradável ou até mesmo caracterizar um momento engraçado. O riso pode ser um bom remédio para combater o estresse, não esquecendo que ao redor das gargalhadas também podem estar implícitas as críticas/ironias, tudo isso constituindo o HUMOR. Muitas vezes as gargalhadas excedem a barreira do bom senso e violam a zona dos valores morais. O pior é saber que o povo é quem patrocina tudo isso.
Por trás de uma piada de mau gosto os valores sociais, por vezes, são afetados cruelmente, e pela graça a brincadeira tendenciosa ganha adeptos e cresce em demasiado num curto período de tempo. Resta saber se é a audiência que leva ao caos ou se o caos leva à audiência. O humor tem se tornado agressivo porque a sociedade tem se mostrado liberal ou a sociedade se torna mais ofensiva e permissiva em razão da influência de um humor de mau gosto?
Rir é de fato maravilhoso. Não há nada melhor do que uma dose de risada para fazer aquele problema complicado tomar uma proporção mais amena. Entretanto o rir por qualquer motivo pode significar dar audiência a assuntos e verdades duvidosas, muitas vezes nada construtivas. Sem percebermos, acabamos concedendo espaço para risos "maquiados", que tendem a ferir a moral de determinado grupo ou de alguém. Contribuímos com isso simplesmente porque rir é bom.
Para tudo existe um limite e para o riso não seria diferente. Se houvesse um entendimento mais eficaz e uma criticidade mais efetiva por parte do povo, talvez o mau gosto não ganhasse tanto espaço. O limite é estabelecido pelas pessoas e, se rir por tudo e em qualquer situação é o que importa, o humor não medirá esforços para fazer "bem" mesmo que isso não seja "bom".

Caroline Fernandes Ribeiro

Próximo tema: Virgindade à venda. POLÊMICO!!!

terça-feira, 4 de dezembro de 2012

STATUS X DIGNIDADE

Polêmica nº14
* O trabalho dignifica o homem

A origem da palavra trabalho não é nada estimuladora: Tripalium, um instrumento de tortura utilizado na época da escravidão. Com o passar do tempo, esse instrumento deu origem ao termo TRABALHO: ações humanas caracterizadas pelo desempenho de alguma atividade, seja ela remunerada ou não. O fato curioso é que o trabalho, esse que dignifica o homem, está ligado à tortura que humilha o mesmo homem. O trabalho seria então bom ou ruim; prazeroso ou tortuoso? Será ele o gerador da dignidade ou do status (erroneamente igualado à dignidade no contexto atual)?
É verdade que as pessoas que honram seu compromisso com o trabalho têm e merecem reconhecimento. Mas seria muito ingênuo dizer que elas trabalham porque isso as torna dignas, quando na realidade estão interessadas no que o trabalho pode proporcionar materialmente: STATUS. Existe um ditado que traz a seguinte afirmação: "Quanto mais se tem, mais se quer". Parece que é isso que leva muita gente a realizar este mal necessário - o trabalho. Não se trabalha porque se quer ser, mas porque se quer ter. Ter dignidade? Não! Ter um carro; uma casa; viajar e ter estabilidade. E nem sempre isso vem acompanhado pelo caráter - a essência de dignidade.
Se o trabalho dignificasse o homem, teríamos uma sociedade bem mais justa, afinal todos nós trabalhamos de alguma forma. Infelizmente a individualidade humana e o vício pelo consumo exagerado - o foco no ter ao invés do ser - mascaram o conceito de dignidade. O trabalho é necessário e poderia ser um instrumento de dignificação humana, mas assim como o tripalium, está longe de ser bom, sendo visto apenas como um mal necessário.

Caroline Fernandes Ribeiro

O próximo tema é: Os limites do riso. Beeeeeeem interessante, aguardem! 

terça-feira, 13 de novembro de 2012

NÃO PRECISA SORRIR, MAS VOCÊ ESTÁ SENDO FILMADO

Polêmica nº 13
Sorria, você está sendo filmado!


Sorria, você está sendo filmado! A famosa frase que se traduz em "cuidado" ou " se comporte, pois estamos de olho em você" vem causando discussões quanto à utilização de filmagens para "proteção" de bens e pessoas. No dia a dia complicado e violento em que a humanidade está inserida, a proteção com auxílio de vídeos veio para amenizar os problemas gerados pela crescente incidência de violência - em todos os sentidos - presente por toda parte.
É verdade que ao se depararem com a placa do "sorriso amarelo", muitas pessoas se sentem incomodadas e isso influencia no agir, que passa do natural para o forçado, em alerta. Mudar o comportamento de quem está sendo filmado é, de certa forma, a proposta do sistema de câmeras - se iria roubar, não o fará mais; se iria pichar, desiste; se iria maltratar uma criança/idoso, fica receoso... e, para os outros, é só agir acima de qualquer suspeita e tudo ficará bem.
A privacidade realmente foi abalada com o uso de câmeras, mas isso ocorre em prol de algo maior, que é a segurança. Além disso, muitas pessoas vivem como se estivessem sendo vigiadas - fingem ser o que não são, pregam o que não acreditam - e tudo isso sem câmeras para registrar, o que nos leva a crer que a mudança de comportamento está atrelada em maior proporção ao caráter da pessoa, e não ao fato de ser filmado.
O uso de câmeras como proteção não fere a índole de ninguém e às vezes é preciso saber abrir mão de algo - privacidade - em favor de questões mais relevantes como a segurança. O máximo que um circuito de filmagem obriga a ser feito é agir de modo politicamente correto, nada mais.

Caroline Fernandes Ribeiro

Próximo tema: O trabalho dignifica o homem. Será?


quarta-feira, 7 de novembro de 2012

SUSTENTABILIDADE: TEORIA X PRÁTICA

Polêmica nº 12
* Sustentabilidade

O que será do futuro? Atualmente o futuro é o que mais importa. Ao mesmo tempo em que avançamos ligeiramente, temos que nos policiar para que as consequências desse crescimento não comprometa as próximas gerações. Surge a sustentabilidade, termo utilizado para definir as ações humanas que suprem as necessidades de forma consciente. Será que a sociedade está sendo devidamente orientada a fazer o certo: o sustentável?
Nas escolas públicas, por exemplo, as crianças - o futuro do mundo - aprendem o que é coleta seletiva, mas no pátio não tem lixeira. Que educação seria essa? E não para por aí! Em casa são orientadas a não permanecerem muito tempo no banho, mas a ducha de hoje libera litros e litros de água por minuto, ou seja, o banho de 20 minutos de um tempo atrás equivale ao de 10 minutos atualmente. Se a mudança ocorrer só em grandes organizações - indústrias que reciclam, utilizam energia renovável e reduzem a emissão de resíduos no meio ambiente -, o conceito de sustentabilidade se perde.
A realidade é que muitos que discursam sobre o "Save Water!" (economize água) se banham em banheira de hidromassagem; muitos que se dizem preocupados com o futuro não atentam para a emissão de gases na atmosfera; ainda existem aqueles que sabem as cores designadas para cada tipo de lixo, mas em suas casas as lixeiras têm uma cor só, e é para lá que vão todas as coisas sem serventia.
A relação entre as ações e os discursos de sustentabilidade tem sido incoerente. Para garantir um planeta com boas condições de vida, todas as pessoas devem ser mobilizadas. O futuro deve ser direcionado agora. A garantia de recursos naturais para as próximas gerações só será eficaz se a sociedade for eficiente em sua prática, o que ainda não é possível perceber plenamente.

Caroline Fernandes Ribeiro

Próximo tema: Sorria, você está sendo filmado!

sábado, 27 de outubro de 2012

CÉLULA-MATER

Polêmica nº 11
* Família: célula-mater

Denomina-se família um conjunto de pessoas com um grau de parentesco entre si e que vivem juntas, formando um lar. Tradicionalmente, família seria formada pelo pai, pela mãe e pelos filhos. Atualmente isso não traduz a realidade, uma vez que a sociedade vive um cenário familiar cada vez mais heterogêneo: famílias formadas por avós e netos; tios e sobrinhos; pares homoafetivos e filhos adotados entre outras. O fato é que as características da família podem mudar, mas a essência continua a mesma. Ela é a base de tudo e nela serão constituídos valores e costumes que podem vir a ser determinantes na vida de cada um.
Na escola é comum ouvir os professores cobrarem uma participação mais efetiva da família em relação à vida escolar do aluno. Percebe-se que, se ela não fosse fundamental, com certeza não haveria necessidade de estar tão presente na escola. Embora a instituição escolar seja a base criticossocial do educando, lugar formador de opiniões e capaz de tornar o indivíduo em autor do próprio discurso, é na família que está a origem do ser: o caráter; os valores morais; as crenças; as virtudes e as tradições. Isso não será modificado! Não importa a estrutura ou a característica de uma família. Ela sempre irá influenciar positiva ou negativamente na vida de um indivíduo, afinal ela é o centro.
A família é a "instituição" capaz de provocar a mudança a qual queremos alcançar no mundo. Os estudos, o trabalho, os amigos e a escola são coadjuvantes quando comparados ao poder de uma família sobre alguém. Quando bem estruturada, diminui a competição desenfreada, o culto ao individualismo e a cobiça. Quando é relegada a um plano inferior, perde sua importância, torna tudo muito mais difícil - o que acontece na escola é um bom exemplo. Logo, a família é sem dúvidas o alicerce da sociedade, atuando maléfica ou beneficamente sobre a vida de todos nós.

Caroline Fernandes Ribeiro


Galerinha, o próximo texto trará o ponto de vista sobre a sustentabilidade.
Abraços!